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Alunos do IF Sudeste de Santos Dumont visitam Central Nuclear de Angra dos Reis

Alunos do IF Sudeste de Santos Dumont visitam Central Nuclear de Angra dos Reis

Data de Publicação: 15 de maio de 2026 10:58:00 Portal 14B: Participaram da visita as turmas de eletrotécnica e engenharia

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 Por Redação...

 

Os alunos das turmas do curso técnico em eletrotécnica e de graduação em engenharia ferroviária e metroviária do IF Sudeste Campus Santos Dumont realizaram, na última terça-feira (12), uma visita à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro

Segundo a instituição de ensino, o complexo da Eletronuclear, empresa de economia mista subsidiária da ENBPar, é responsável pela produção de aproximadamente 3% de toda a eletricidade consumida no país. No local, funcionam a Angra 1 e a Angra 2, as únicas usinas nucleares brasileiras em operação, uma vez que a Angra 3 está em fase de construção.

"A visita foi muito boa. Esse tipo de energia desperta bastante curiosidade do público em geral, por ser uma fonte muito específica. No começo, fomos ao auditório do Observatório Nuclear para acompanhar uma apresentação sobre o funcionamento da usina - desde a matéria-prima, que é o urânio, até todo o processo para ele virar pastilha e depois utilizá-lo nos circuitos para gerar energia elétrica. Também conhecemos os procedimentos rigorosos de segurança, as maquetes e o painel interativo", explica o professor Gustavo Rosseti. 

Ainda de acordo com o professor, na usina Angra 2 os estudantes tiveram a oportunidade de presenciar parte do processo e os protocolos de segurança do local.

"Vimos de perto o reator, as turbinas a vapor, os geradores e a sala de controle e operação. Após uma pausa, também visitamos um simulador em que os funcionários passam por uma série de treinamentos", revelou.

Para Luiz Carlos Dias, aluno do 2º período de eletrotécnica, a viagem foi além do que ele havia esperado.

"A recepção foi muito simpática. Os engenheiros adotaram uma linguagem técnica, mas que todo mundo entendia. O tema 'energia nuclear' tem prejulgamentos por causa de episódios históricos, mas geralmente não temos noção do quanto esse universo pode gerar benefícios. Fiquei encantado com o espaço. Fiz muitas perguntas durante a visita porque era uma grande oportunidade de saber mais. Será um legado para carregar por toda a vida", declarou.

Já para Juliana Amaral, aluna da engenharia ferroviária e metroviária, a visita in loco muda a percepção sobre a usina. 

“A gente tem uma visão superficial de uma usina nuclear, mas, quando vê de perto todo o sistema, conclui que é algo muito mais complexo. As partes que mais me chamaram atenção foram a explicação sobre o processo de transformação do urânio para que ele seja essa fonte de energia para abastecer a região Sudeste, e também os procedimentos de segurança, com simulações de ocorrências. A segurança é extremamente rigorosa", comentou.

Fotos; Divulgação

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